Maio 14, 2013

Homilia do domingo dentro do tempo da Ascensão

Publicado em Uncategorized às 9:59 pm por FBMV

Evangelho segundo São João XV, 26-27; XVI, 1-4:

26. Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim.

27. Também vós dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio

1. Disse-vos essas coisas para vos preservar de alguma queda.

2. Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos tirar a vida julgará prestar culto a Deus.

3. Procederão deste modo porque não conheceram o Pai, nem a mim.

4. Disse-vos, porém, essas palavras para que, quando chegar a hora, vos lembreis de que vo-lo anunciei. E não vo-las disse desde o princípio, porque estava convosco.

Para escutar: https://www.yousendit.com/download/UVJnNHAwdkdGOFI4SjhUQw

Maio 9, 2013

Ascensão do Senhor

Publicado em Uncategorized às 4:00 pm por FBMV

Evangelho segundo São Marcos XVI, 14-20:

14. Por fim apareceu aos Onze, quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado.

15. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.

16. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.

17. Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas,

18. manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.

19. Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.

20. Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

 

Para escutar: https://www.yousendit.com/download/UVJoZ28wMVg1R1BMYnNUQw

Maio 5, 2013

Homilia do 5º Domingo da Páscoa

Publicado em Uncategorized às 5:04 pm por FBMV

Evangelho segundo São João, XVI 23-30:

23. Naquele dia não me perguntareis mais coisa alguma. Em verdade, em verdade vos digo: o que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo dará.

24. Até agora não pedistes nada em meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja perfeita.

25. Disse-vos essas coisas em termos figurados e obscuros. Vem a hora em que já não vos falarei por meio de comparações e parábolas, mas vos falarei abertamente a respeito do Pai.

26. Naquele dia pedireis em meu nome, e já não digo que rogarei ao Pai por vós.

27. Pois o mesmo Pai vos ama, porque vós me amastes e crestes que saí de Deus.

28. Saí do Pai e vim ao mundo. Agora deixo o mundo e volto para junto do Pai.

29. Disseram-lhe os seus discípulos: Eis que agora falas claramente e a tua linguagem já não é figurada e obscura.

30. Agora sabemos que conheces todas as coisas e que não necessitas que alguém te pergunte. Por isso, cremos que saíste de Deus.

Para  escutar:  https://www.yousendit.com/download/UVJoZGl1UzdZY1FPd3NUQw

 

Abril 29, 2013

Homilia do 4º domingo depois da Páscoa

Publicado em Uncategorized às 12:30 pm por FBMV

Evangelho segundo São João XVI, 5-14:

5. Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: Para onde vais?

6. Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração.

7. Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei.

8. E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo.

9. Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim.

10. Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis;

11. ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado.

12. Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora.

13. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão.

14. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará.

Para escutar:https://www.yousendit.com/download/UVJnY05xV3I4NVg0WjhUQw

Abril 22, 2013

As Reflexões de um Quase-Papa

Publicado em Uncategorized tagged , às 12:21 pm por FBMV

papa Franc.

 

Às vésperas de sua elevação ao trono pontifício, o então cardeal Jorge Bergoglio pronunciou um discurso “magistral, perspicaz, cativante e autêntico”, na opinião do cardeal Jaime Ortega, Arcebispo de Havana. A pedido deste último, o cardeal Bergoglio lhe passou no dia seguinte um texto que reconstituía a intervenção feita na congregação preparatória para o conclave, já que ele só tinha feito antes simples anotações[i].

O texto é dividido em quatro pontos. É breve, mas bem representativo. Aquele que ali se exprime será, dias depois, elevado ao cargo de “Pedra”, sobre a qual está edificada a Igreja de Jesus Cristo. E ele fala sobre a Igreja; é a sua visão, o seu programa.

E esse programa apresenta características que coincidem com as que foram apontadas por um de seus eleitores, o progressista cardeal Walter Kasper, quando recentemente se referiu aos documentos do Concílio Vaticano II: “Os textos conciliares tem em si um enorme potencial de conflito, sendo uma porta aberta à recepção seletiva em uma ou outra direção”[ii].

É preciso compreender que tratamos com eclesiásticos fortemente influenciados por correntes filosóficas que se recusam a assinalar à inteligência o papel que lhe foi conferido pelo Criador, ou seja, o de atingir a realidade como ela é. Encarcerada no domínio do sensível, limita-se esta a ser instrumento de afirmação do “eu” humano, estabelecido arbitrariamente em primeiro lugar. Nessas condições, os princípios da inteligência são esvaziados de seu valor absoluto, verdade e contradição deixam de se opor radicalmente, passando a ser usados seletivamente, em vista dos objetivos estabelecidos pelo mesmo “eu” humano.

Esses objetivos podem ser muito variados, mas o que importa frisar aqui é que o discurso de prelados como este conterá necessariamente ambiguidades e imprecisões, pois uma mente que não funciona de maneira conforme ao princípio de contradição produzirá coisas desse tipo, já que seu utilizador se esforça em crer que, se existe uma verdade, esta é atingida por outros meios, não por sua inteligência.

Essas reflexões são assim, como as páginas ora católicas, ora racionalistas de que falava São Pio X. A evangelização é a razão da Igreja, diz-se na introdução, mas a condição para esta é a de que ela saia de si mesma. Para onde? Em direção a tudo o que se opõe a ela, ou dela precisa: periferias (inclusive as “existenciais”), a dor, a injustiça, o pecado…

Se não fizer isto, a Igreja fica doente. E a doença é descrita como “auto-referencialidade” e “narcisismo teológico”. E a Igreja que tem a si própria como referência, e cuja teologia justifica isto, não deixa o próprio  Cristo sair dela. Assim, quando a Igreja sai de si própria, Cristo sai do interior desta.

As calamidades descritas não param aí. Sendo auto-referencial, a Igreja crê involuntariamente ter uma luz que lhe é própria. E termina por cair numa “espiritualidade mundana”: vive para os louvores mútuos. O resultado de tudo isto é tornar-se uma Igreja mundana, em contraposição ao que deveria ser, quer dizer, a uma Igreja evangelizadora que sai de si própria.

Como se vê, temos ampla matéria para recepção seletiva… Uma delas consistiria em interpretar o “Igreja sair de si mesma”, como “os membros desta sair de si mesmos”. Deveríamos então abandonar nosso egoísmo que nos leva a considerar Nosso Senhor como patrimônio próprio, nos orgulhando com isto, e louvando-nos mutuamente também  por causa disto, matando em nós o espírito evangelizador.

Mas os termos “auto-referencial”, e mais ainda “narcisismo teológico” dão azo a outra recepção seletiva, esta bem menos forçada, de que a Igreja que não deixa Cristo sair, e não evangeliza, é a que se coloca como centro, que se considera como a verdadeira[iii], fechando-se assim para as realidades periféricas do mundo. Trata-se de uma mentalidade que se traduz em doutrinas, e de doutrinas que embasam toda  uma vida eclesiástica que tende a girar em torno de si própria, complicando-se e tornando o organismo incapaz de se abrir.

A imagem já antiga de João XXIII abrindo as janelas nos vem espontaneamente à mente. Recentemente, o pregador da Casa Pontifícia não comparou a Igreja ao castelo complicado e assombroso de Franz Kafka?[iv]  Em apoio desta recepção temos também uma das últimas homilias do já papa Francisco, na qual censura os preguiçosos que não querem seguir o sopro do Espírito Santo, a fim de cumprir tudo o que esse mesmo Espírito disse no Vaticano II[v].

Sim, a Hermenêutica da Continuidade é algo de muito complicado, melhor seria simplesmente seguir o tal sopro e ir adiante, sem se preocupar muito com continuidades impossíveis… É bem possível que a Reforma da Reforma acabe neste pontificado se metamorfoseando em Revolução dentro da Revolução. O referido texto sinaliza mais neste sentido, e todo o currículo anterior de Jorge Bergoglio, além da ambiência em que se movem seus apoiadores, fortalece esta hipótese.  Se confirmada, será mais uma decepção para todos os sonhadores que imaginam que se possa fazer uma lenta restauração em pleno liberalismo. Mas os dois nunca se combinam.


[i] Ver em: http://www.zenit.org/fr/articles/l-intervention-du-card-bergoglio-avant-le-conclave

[ii] Ver em: http://fratresinunum.com/2013/04/18/um-concilio-ainda-em-caminho/#more-25695

[iii] Crê involuntariamente possuir a luz, e sua referência é ela mesma, baseando-se em “velhas frases” do  tipo “Fora da Igreja não há salvação”.

[iv] Ver em: http://fratresinunum.com/2013/04/18/profeta-de-desgracas/

[v] Ver em: http://www.gaudiumpress.org/content/45848-Papa-Francisco-afirma-que-Concilio-permanece-inaplicado

Abril 21, 2013

Homilia do 3º Domingo da Páscoa

Publicado em Uncategorized às 2:39 pm por FBMV

Evangelho segundo São João XVI, 16-22:

16. Ainda um pouco de tempo, e já me não vereis; e depois mais um pouco de tempo, e me tornareis a ver, porque vou para junto do Pai.

17. Nisso alguns dos seus discípulos perguntavam uns aos outros: Que é isso que ele nos diz: Ainda um pouco de tempo, e não me vereis; e depois mais um pouco de tempo, e me tornareis a ver? E que significa também: Eu vou para o Pai?

18. Diziam então: Que significa este pouco de tempo de que fala? Não sabemos o que ele quer dizer.

19. Jesus notou que lho queriam perguntar e disse-lhes: Perguntais uns aos outros acerca do que eu disse: Ainda um pouco de tempo, e não me vereis; e depois mais um pouco de tempo, e me tornareis a ver.

20. Em verdade, em verdade vos digo: haveis de lamentar e chorar, mas o mundo se há de alegrar. E haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza se há de transformar em alegria.

21. Quando a mulher está para dar à luz, sofre porque veio a sua hora. Mas, depois que deu à luz a criança, já não se lembra da aflição, por causa da alegria que sente de haver nascido um homem no mundo.

22. Assim também vós: sem dúvida, agora estais tristes, mas hei de ver-vos outra vez, e o vosso coração se alegrará e ninguém vos tirará a vossa alegria.

 

Para escutar: https://www.yousendit.com/download/UVJneFlkbThWRDlWeHNUQw

Abril 15, 2013

Homilia do 2º Domingo depois da Páscoa

Publicado em Uncategorized às 12:06 pm por FBMV

Evangelho segundo São João X, 11-16:

11. Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas.

12. O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas.

13. O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas.

14. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim,

15. como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas.

16. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.

Para escutar: https://www.yousendit.com/download/UVJqV0ovcGtqY3JMbjhUQw

Abril 10, 2013

Dissipando a perplexidade

Publicado em Uncategorized às 1:31 pm por FBMV

LEFEBVRE BANNER FELLAY

Aproximamo-nos do 1º aniversário de descobrimento das correspondências trocadas entre os bispos resistentes da FSSPX, que então eram 3, e a direção desta, encabeçada pelo bispo e superior geral D. Bernard Fellay, descobrimento que desencadeou, em maior escala, o processo de resistência à mudança de orientação na FSSPX. Segundo todas as perspectivas humanas, mas também segundo a maneira divina habitual de proceder  frente à correspondência ou não à graça, a FSSPX nunca mais será a mesma, pois o liberalismo é um veneno muito sutil que, uma vez inoculado, mostra-se rebelde a tratamentos mitigados. Tendo entrado no corpo de uma sociedade, sua anulação exige diagnóstico imediato claro e insofismável, com medidas práticas consequentes e proporcionais ao contágio. Ora, isto só pode ser efetuado por uma autoridade que zela, com toda a clarividência e firmeza de vontade, pelo bem-comum da sociedade. Mas que fazer quando a própria autoridade é a mais atingida pelo dito veneno que entenebrece a mente e perverte a vontade?[i]

Ocorre hoje no mundo da Tradição algo de semelhante ao que ocorreu nos anos do pós-Concílio: sente-se o mal, mas a maioria recusa-se a encará-lo como tal. Motivos alegados não faltam, como o respeito à autoridade, o desejo de “normalidade”, temores diversos, etc.

Quem sente o mal sem conhecê-lo bem nas suas causas e efeitos, fica perplexo. E o perplexo não age em proporção da gravidade do mal, ou simplesmente não age. Esta inércia torna-se de grande importância para o progresso do mal que tende a destruir ou desnaturar a sociedade onde ele se instalou.

Não há como negar, o liberalismo já faz parte do modo de agir das autoridades da FSSPX. A revelação dos procedimentos discretos do GREC mostrou-nos que já nos anos 90 o propósito acordista   tomava corpo num grupo reduzido, mas poderoso e influente. Durante uma década e meia este propósito foi amadurecendo e se fazendo sentir de modo cuidadosamente calculado, entre padres e fiéis. Pouco a pouco, os contatos com a Roma conciliar foram se tornando mais frequentes, gerando uma espécie de “estado de negociação”, que é a miséria do movimento católico tradicional, pois ele obnubila nas mentes católicas a amplidão, a intensidade e as exigências do estado de necessidade, tão real, mas também tão incômodo. Sem dúvida, não é fácil encarar as autoridades eclesiásticas como elas atualmente são: o Bom Deus se serve delas, mas elas não O servem. Portanto, de nossa parte, reconhecimento e resistência, duas atitudes que, frente à autoridade, só deveriam ocorrer raramente, em situações de exceção. Mas o Vaticano II e seu espírito  institucionalizaram a apostasia silenciosa, forçando-nos a tornar habitual esta atitude difícil, delicada. É a nossa Cruz.

Mas quando não se quer carregar a Cruz, troca-se a resistência pelo compromisso, sacrificando-se assim a coerência nos princípios em nome de uma unidade utópica.

Alguns momentos nesta triste trajetória[ii]:

 

2007: a FSSPX pede o reconhecimento da Missa de sempre. Roma responde com um decreto declarando-a não ab-rogada… mas restringe sua aplicação, além de igualá-la e humilhá-la frente ao rito ilícito de Paulo VI. E a FSSPX? Aceitou e agradeceu, e muitos com ela, entrando assim num falso caminho.

 

2009: a FSSPX pede a retirada do decreto das excomunhões aos bispos. Roma somente levanta as excomunhões, considerando-as assim válidas. A FSSPX mais uma vez aceitou e agradeceu, e muitos com ela, ainda que considerando que estas excomunhões nunca foram válidas. Cada um com a sua verdade…

 

2010: Vieram então as discussões doutrinais, cuja duração e segredo não eram de natureza a tranquilizar os fiéis. Até hoje não sabemos grande coisa delas (segredo maior que o do conclave!); é bem possível que a retidão dos defensores da boa doutrina tenha influído no seu resultado negativo, reconhecido por ambos os lados. Nenhuma mudança: abismo intransponível entre a firmeza na fé e a contumácia no erro.

 

Mas as coisas não iam assim do lado da Direção. O movimento desencadeado por esta não deveria  ser freado. Anunciou-se então a iminência de uma normalização canônica, mas tendo-se o cuidado de precedê-lo de um preâmbulo doutrinal que expressasse “uma compreensão comum da fé”[iii]

Quase um ano depois de enviado, temo-lo diante de nós. Ele é o testemunho de uma vontade de capitulação prática no combate da fé mediante uma profissão explícita de ambiguidade. A ambiguidade é o meio predileto para fazer-se um acordo entre o que é católico e o que não é católico. O próprio D. Bernard Fellay admitiu a ambiguidade, com a sua história pouco edificante de óculos escuros ou cor-de-rosa. A direção de Menzingen estava munida de vistosas armações com grossas lentes cor-de-rosa, mas suas lentes e armações foram quebradas pelo próprio Bento XVI, que com três golpes deitou tudo por terra. No seu modernismo, o papa então reinante foi mais correto que Menzingen no seu tradicionalismo cor-de-rosa: necessário aceitar o Concílio, o magistério deste,  a missa de Paulo VI. É preciso ser claro!

A análise da referida declaração doutrinal, junto à consideração dos fatos aqui brevemente resumidos, é mais que bastante para concluir que estamos diante de um processo de infiltração, intoxicação, com consequente destruição interna, ainda que conservando certas aparências. A infiltração busca se instalar especialmente nos postos de mando, a intoxicação se faz acostumando à frequentação perigosa que fomenta a ambiguidade e a contradição nos ambientes. O objetivo principal no caso presente, é a submissão efetiva do maior número possível de católicos da Tradição às autoridades romanas, sobretudo padres e bispos. Mas se esta submissão não se oficializa, pelo menos deve-se manter o controle do carro-chefe, a FSSPX, cujas autoridades devem manter intactos seus propósitos, não deixando nunca de moldar à sua imagem a mentalidade de seu clero e fiéis.[iv]

 

Apressamo-nos em declarar que não dispomos de nenhuma prova conclusiva mostrando que a direção da FSSPX seja composta de iniciados, maçons, marranos, et caterva. Mas os fatos e documentos demonstram que eles agem de um modo impressionantemente semelhante.

São Bernardo constatava, há 9 séculos, que os judeus praticavam a usura (nihil  novum sub sole)… Mas ele também dizia que os cristãos, quando praticavam a mesma, tornavam-se piores que os judeus. Fazendo a devida aplicação ao caso presente, é o mínimo que podemos afirmar: agem como inimigos infiltrados, movendo-se na ambiguidade e contradição, mas com um objetivo final inalterável, que não é o objetivo para o qual a sociedade que regem foi instituída.

E é isto que legitima uma resistência e deve afastar toda perplexidade. Os perplexos poderiam se interrogar sobre como homens piedosos e que falam tão bem das coisas de Deus poderiam se comportar desse modo; eles os ouvem sem cessar dizer que eles trabalham para o bem da Tradição… Outros poderiam opinar que eles talvez nem percebam seus erros, podendo tudo isto ser considerado como uma ilusão bem-intencionada da parte deles.

Mas são os fatos que contam: o enfraquecimento da doutrina, o prejuízo das almas, a instabilidade da sociedade. Tudo isto em nexo causal com a mudança de orientação na direção, a qual, à medida que se torna mais explícita, torna mais grave a crise.[v]

Esclarecer é necessário. Não se pode esperar uma mudança significativa nessas condições. Esperar, inativo, equivale a ser prejudicado no que há de mais fundamental na vida da alma: a fé teologal, que a tudo deve inspirar. Para continuar a viver da fé, o justo deve denunciar os que a mercadeiam.

 

 

 


[i] Baste-nos aqui citar o já célebre texto da resposta do Conselho Geral aos bispos: “Pelo bem-comum da Fraternidade nós preferiríamos de longe a situação atual de status quo intermediário, mas evidentemente Roma não tolera mais.”

 

[ii] Ver a análise “La Estratégia de Satanás”, em  http://nonpossumus-vcr.blogspot.com.br/2013/01/la-estrategia-de-satanas.html

 

[iii] Pe. Pfluger, em entrevista ao Kirchliche Umschau. Renunciando a ter uma fé comum, o que implicaria necessariamente a conversão da Roma conciliar,  o que se busca agora é uma “compreensão”, a ser instrumentalizada para os fins práticos de um acordo. É querer conviver com o Modernismo, nada mais.

 

[iv] Os frutos desta ação já se fazem amargamente sentir. Ver o artigo “os fiéis têm o direito de saber”, em: http://www.nossasenhoradasalegrias.com.br/search/label/OS%20FI%C3%89IS%20TEM%20O%20DIREITO%20DE%20SABER

 

 

[v] E que não venham nos dizer, com hipocrisia ou cegueira de espírito, que os que denunciam e revelam o oculto das ações subversivas são os causadores da crise. Seriam causadores se o que revelam não fosse verdade. Mas as correspondências entre os bispos e a direção da FSSPX, as condições do último Capítulo, e o preâmbulo doutrinal são inquestionavelmente documentos verídicos. A revelação destes documentos aumenta o conflito? Sim, porque provoca uma reação salutar contra a ação oculta. Não amamos a guerra, mas odiamos ser conduzidos, como cegos , para o buraco.

ir. Joaquim Daniel Maria de Sant’Ana, FBMV.

Abril 7, 2013

Homilia do Domingo in Albis

Publicado em Uncategorized às 2:03 pm por FBMV

Evangelho segundo São João XX, 19-31:

19. Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco!

20. Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor.

21. Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós.

22. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo.

23. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.

24. Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.

25. Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei!

26. Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco!

27. Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé.

28. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus!

29. Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!

30. Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro.

31. Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

 

Para escutar: https://www.yousendit.com/download/UVJqK0dseWExUURMYnNUQw

Abril 1, 2013

Homilia da Festa da Páscoa

Publicado em Uncategorized às 9:33 pm por FBMV

Evangelho segundo São Marcos XVI, 1-7:

1. Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ungir Jesus.

2. E no primeiro dia da semana, foram muito cedo ao sepulcro, mal o sol havia despontado.

3. E diziam entre si: Quem nos há de remover a pedra da entrada do sepulcro?

4. Levantando os olhos, elas viram removida a pedra, que era muito grande.

5. Entrando no sepulcro, viram, sentado do lado direito, um jovem, vestido de roupas brancas, e assustaram-se.

6. Ele lhes falou: Não tenhais medo. Buscais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou, já não está aqui. Eis o lugar onde o depositaram.

7. Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galiléia. Lá o vereis como vos disse.

 

Para escutar: https://www.yousendit.com/download/UVJqYURPZDU3bUNybHNUQw

Página seguinte

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.