Como nossos fiéis já sabem, uma das missas no Mosteiro de Nossa Senhora da Fé , na primeira sexta-feira e no primeiro sábado do mês, é celebrada às 8:00 hs da manhâ (a primeira é às 6:30 hs), para facilitar a vinda daqueles que desejam cumprir as belas e tão necessárias devoções reparadoras ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria.

   Mas,  para ajudar ao cumprimento da devoção dos primeiros sábados,  de agora em diante o celebrante da missa de 8:00 hs fará também a meditação sobre os mistérios do Santo Rosário. Assim só restará ao fiel rezar um terço em reparação ao Imaculado Coração de Maria, para cumprir esta devoção.

   In Corde Mariae.

 todos_os_santos1   

 Na Festa de Todos os Santos, os religiosos da Familia Beatae Mariae Virginis comemoraram seus 40 Anos de fundação. Tudo começou num colégio da periferia de Salvador. Graças a Deus, um grupo de religiosos permaneceu fiel à sua vocação, e em torno deles vai se formando um grupo de fiéis que combatem o bom combate da Fé.1º de novembro de 2009

litany38-carmel21

 

 A devoção deste mês nos proporciona a ocasião de considerar a doutrina católica a respeito do Purgatório.

     O Purgatório é um dogma do ensinamento católico, quer dizer, uma verdade que foi revelada diretamente por Deus, e que o Magistério Eclesiástico proclama para ser obrigatoriamente aceita.

     A realidade desse ensinamento foi negada durante a história por  vários heterodoxos, como os Cátaros, os Valdenses, os Protestantes e uma parte dos gregos cismáticos. Contra estes últimos, os Concíios de Lyon e Florença definiram: “as almas daqueles que saíram dessa vida com um arrependimento verdadeiro e com o amor de Deus, mas antes de satisfazer por suas faltas e omissões através da penitência, são purificadas depois da morte por penas purificadoras” (Denziger 464, 693). Contra os Protestantes, o Concílio de Trento afirmou a realidade do Purgatório e a utilidade dos sufrágios pelas almas que lá estão (Denziger 983).

     Na Sagrada Escritura se encontram várias passagens onde se admite a purific ação das almas numa outra vida: assim, no segundo livro dos  Macabeus, capítulo XII, 42-46, os Judeus rezaram pelos soldados mortos numa batalha, e sobre os quais se tinha encontrado objetos consagrados aos ídolos, e enviaram uma oferta em dinheiro à Jerusalém para o oferecimento de um sacrifício expiatório, atitude esta que é louvada pelo hagiógrafo.

     E é Nosso Senhor Jesus Cristo quem diz, no Evangelho de São Mateus, XII, 32:”E todo aquele que disser alguma palavra contra o Filho do Homem lhe será perdoado; porém o que a disser contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem neste século nem no futuro”.

     Os testemunhos dos primeiros séculos da Igreja são ainda mais explícitos. São Cipriano ensina que os penitentes devem satisfazer ainda numa outra vida, enquanto que os que morrem mártires satisfazem completamente à justiça divina (Ep. 55,20).  Podemos também ler, nas Constituições Apostólicas: “Rezemos por nossos irmãos, que descansaram em Cristo, para que o Deus de suma caridade para com os homens, que recebeu a alma do defunto, perdoe-lhe todo o pecado, e que propício e benévolo o ponha na região dos vivos.” E também é muito eloquente o testemunho espontâneo encontrado nas catacumbas dos primeiros cristãs, onde se p0de ler, por exemplo: “Que Deus refresque o teu espírito”. “Vitória, que o teu espírito seja refrescado no bem”. ”Que a Luz Eterna seja contigo, Timótea, em Cristo”, entre outras inscrições.

     E finalmente os testemunhos litúrgicos mais antigos assinalam o fato de que se faziam orações pelos defuntos na liturgia primitiva, o que seria absurdo de se encontrtar se não houvesse a crença num lugar e num estado onde as almas dos mortos são purificadas.

     A melhor obra que pode ser feita nesse mês é a de rezar pelas almas dos fiéis defuntos, em união com a igreja militante que oferece o santo sacrifício da missa, mais particularmente nesse mês,  pelos mortos em Cristo. Também a Igreja concede indulgências especiais nesse período: do dia 1º ao 8 de novembro, os fiéis podem ganhar nas condições habituais(confissão 8 dias antes ou depois, comunhão e oração nas intenções do Santo Padre ou da Sé Apostólica¹, às quais se deve acrescentar em particular o desapego de toda afeição ao pecado, mesmo venial), uma indulgência plenária aplicável às almas do Purgatório. Basta visitar um cemitério e lá rezar, mesmo só mentalmente, pelos defuntos. No dia 2 de novembro esta indulgência pode ser também conseguida com uma visita a uma igreja, ou oratótio público ou semi-público, recitando-se um Pai-Nosso e um Credo (sempre nas condições habituais, citadas acima).

 

      ¹As intenções do Santo Padre são: 1) A exaltação da Santa Igreja. 2)A propagação da Fé. 3) A extirpação da heresia. 4) A conversão dos pecadores. 5) A concórdia entre os príncipes cristãos. 6) Os outros bens do povo cristão.

1102    

                                                                                          Fidelium animae, per misericordiam Dei, requiescant in pace. Amen.

      Veritati, nº2Brasão da FBMV